PM é preso em operação contra milícia do Catiri suspeita de movimentar R$ 25 milhões em extorsões no RJ

  • 19/06/2026
(Foto: Reprodução)
PM é preso em operação contra milícia do Catiri suspeita de movimentar R$ 25 milhões em extorsões no RJ A Polícia Civil do RJ deflagrou, na manhã desta sexta-feira (19), uma operação contra um grupo de milicianos que atuam na Comunidade do Catiri, em Bangu, na Zona Oeste do Rio. De acordo com as investigações, o grupo criminoso extorquia obras públicas, moradores e comerciantes. O bando teria movimentado mais de R$ 25 milhões. A Justiça do RJ expediu 50 mandados de busca e apreensão. Um dos principais alvos é o cabo da Polícia Militar Alexandro Santos Martins, lotado no 23º BPM (Leblon). Ele foi preso em flagrante por porte ilegal de arma de fogo após agentes cumprirem mandado de busca e apreensão em um imóvel no Recreio dos Bandeirantes. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia De acordo com as investigações da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco), Alexandro é suspeito de integrar a estrutura financeira da quadrilha. O cabo da Polícia Militar Alexandro Santos Martins, lotado no 23º BPM (Leblon), foi preso em flagrante Reprodução Segundo a delegada Luciana Fonseca, o policial não só cedia a própria conta bancária para receber dinheiro das extorsões, como também participava da movimentação dos valores entre outros investigados. “Ele não só colocava a conta dele pra receber esses valores, mas como transacionava com outros investigados. Eles utilizavam pessoas físicas para receber esses valores e depois fragmentavam e distribuíam para dar aparência lícita”, explicou a delegada. Movimentação milionária e lavagem de dinheiro As investigações apontam que a organização criminosa movimentou mais de R$ 25 milhões em menos de um ano. O dinheiro seria obtido por meio de cobranças ilegais impostas sob ameaça e intimidação, prática típica de grupos milicianos. Buscas na casa do PM; agentes apreenderam documentos e aparelhos eletrônicos Divulgação Entre os mecanismos usados para esconder a origem ilícita dos recursos estão a fragmentação de depósitos, uso de contas de terceiros e de empresas de fachada. Um dos estabelecimentos suspeitos de ser usado para lavagem de dinheiro é uma padaria no Recreio dos Bandeirantes. No local, os agentes encontraram condições insalubres e produtos impróprios para consumo. O estabelecimento foi interditado e o gerente conduzido à delegacia. 🟩O g1 Rio está no GloboPop, o novo aplicativo de vídeos curtos verticais da Globo, disponível gratuitamente no seu celular. Lá no app, você pode seguir o palco do g1 Rio para não perder nenhum episódio. Baixe o GloboPop. Ex-mulher também é investigada A ex-mulher do policial, Silvia Rodrigues Cunha, também foi alvo da operação. Segundo a polícia, em apenas três meses ela transferiu cerca de R$ 500 mil para a conta do cabo. Em um ano, a movimentação financeira teria chegado a aproximadamente R$ 5 milhões. Ainda de acordo com as investigações, à época dessas movimentações, Silvia era beneficiária do programa Bolsa Família, o que levantou suspeitas sobre a origem dos valores. Esquema de extorsão A Polícia Civil afirma que o grupo exigia pagamentos não só de moradores e comerciantes, mas também de uma empresa contratada pela Comlurb para operar o aterro de resíduos da construção civil em Gericinó, na Zona Oeste. Segundo a representação encaminhada pela Secretaria Municipal de Ordem Pública (Seop), os criminosos exigiam pagamentos mensais de R$ 25 mil para permitir as atividades no local. “Uma dessas vítimas chegou a pagar R$ 75 mil em extorsão para esse grupo criminoso”, disse a delegada. As cobranças incluíam taxas para funcionamento de estabelecimentos e até autorização para continuidade de obras, sempre sob ameaça. Lideranças identificadas A investigação aponta três principais integrantes na liderança da organização criminosa: Mariola, Montanha e Gaspar Reprodução Emson Alves Pereira, o “Montanha”, considerado um dos chefes da região; Eliésio Simões Campos, o “Gaspar”, responsável pelo gerenciamento operacional e coordenação de homens armados; Emarco Antonio Pereira, o “Mariola”, apontado como articulador da logística e das movimentações financeiras. Operação e apreensões As buscas estão sendo cumpridas na capital fluminense, Baixada Fluminense, Costa Verde e interior do estado. Em Mangaratiba, os agentes estiveram em uma casa de luxo ligada aos investigados. Na casa do policial militar, além da arma irregular, foram apreendidos documentos, computadores e celulares. Um carro de luxo também foi recolhido. Durante a ação no Catiri, um homem foi flagrado monitorando a movimentação dos policiais e acabou levado para a Cidade da Polícia. O cabo Alexandro foi conduzido para a delegacia, mas não quis comentar as acusações. A TV Globo não conseguiu localizar as defesas dos outros citados. A operação contou com apoio da Corregedoria da Polícia Militar e também inclui pedidos de bloqueio de bens e contas dos investigados, com o objetivo de enfraquecer financeiramente a organização criminosa.

FONTE: https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/noticia/2026/06/19/operacao-contra-milicia-que-atua-na-zona-oeste-do-rio.ghtml


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